mercredi, juillet 04, 2007

FÉRIAS!...

– Ora bem, deixa-me ver, para vestir: 6 T-Shirts, 6 cuecas, 1 saia, 1 vestido, 2 pijamas fresquinhos, 2 pares de calças, meia dúzia de meias, 3 soutiens, 1 camisola, 1 chapéu para me proteger do sol, e um casaquito no caso de fazer fresco de noite.
Para a “toilette”: creme de noite, creme de dia, rímel, baton para pintar os beiços, pensos higiénicos (nunca se sabe), pensos diários, champô, creme amaciador, perfume, gel de banho, toalhetes "Corine/lotion", escova e pasta de dentes.
1 par de sapatilhas confortáveis para as caminhadas, e uns chinelos.
1 livro para ler, “Estranhos Perfumes”, "Truismes" título original, escrito por Marie Darrieussecq.
Máquina digital, carregador de pilhas, 2 cartões de memória SD com 4 GB. Óculos de sol e binóculos.
Meu diário, lápis e um bloco de folhas para esboços.
1 mochila com o necessário indispensável: documentos, bilhetes de avião, telemóvel, mapas, etc…

– SIM… sim, vou viajar!
– Para onde??!!
– Vou voar para PARIS!

Onde eu vivi a nostálgica/boa infância, meu crescimento/carácter, estudei lá desde a “maternelle” ao liceu. Paris é sem dúvida meu primeiro AMOR.
Vou tentar revisitar todos os sítios que outrora pisei. Onde nasceram meus dois primeiros filhos o Alexandre e Charly.
Enfim, vou recordar a felicidade das memórias (neste momento em balbúrdia) … Vou rir e chorar, ficar em silêncio.
Serão poucos dias, mas sei que vou aproveita-los com frenesi, sobretudo com alegria.

– SIM… o Ruben vem comigo, claro!
Meu amor vai conhecer os lugares mais emblemáticos… quero levá-lo ao Museu
D’Orsay, à basílica Sacré Cœur, Tour Eiffel, o Museu Rodin (bem pertinho da rua Bourgogne onde eu residia), e por ai fora…

Em casa fica o filhote tratando do Nero e Buga. Vou recomendar que ele não se esquece de regar o jardim, de se alimentar, de fechar as portas quando sair, de arrumar o que desarruma. Vamos deixar-lhe muitos beijinhos…
Ele está feliz por nós, sem nenhuma inveja, pois ele tem viajem marcada para ir aos Estados Unidos, em Setembro, visitar minha mãe e irmãs.

Paris, attend moi, mon amour, j’arrive!

Tchau, Amigos à “Bientôt”!
Bisous…

samedi, juin 16, 2007

A CULPA É DA VONTADE!

"A preguiça morreu à sede à beira do rio"...
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Que IRA! – já assumi que cobiço a PREGUIÇA com alguma culpa e pouca vergonha… entulho opulentos projectos no cérebro. Falo de boca cheia com imensa vaidade: “Vou empenhar-me na c.r.i.a.t.i.v.i.d.a.d.e”, articulo sem ponta de humildade a palavra A.R.T.E… como se eu tivesse importância.
No entanto, minhas telas brancas, ficaram pálidas, nelas, reflecte o vazio da minha lastimada sombra. Meus pincéis perdem pouco a pouco seus pêlos de texugo, os tubos de guache encafuados nas caixas de madeira, estão ressequidos, desapareceu o brilho do pó de ouro.
A máquina de costura enferruja-se, precisa com urgência de uma transfusão de óleo, ficou abandonada/escondida num dos recantos do meu sótão (o cantinho dos meus sonhos).
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Passaram os meses das sementeiras, nada semeei no jardim, transplantei duas ou três plantas vagabundas… que a escassa bendita chuva lhes vai oferecendo gotas milagrosas de vida. Até os pássaros que habitam no telhado da casa, deixaram de cantar. Há muito, que o velho mocho não espera pelo meu regresso.
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Meu “Livro de Memórias” estagnou no computador. Deixei de escrever meus gritos abafados e risos de crianças… entupiram-se as canetas de tinta permanente, dentro delas, vão morrendo meus parentes cansados de esperar por mim… Nada me adianta culpar o tempo, não quero mentir…
Dou por mim pedindo ajuda à minha avózinha paterna que morra no céu!
Meus queridos fantasmas fogem de mim.
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A infausta GULA empanturra-me, deforma sem piedade meu corpo mórbido, camuflando a minha triste alma carenciada. Trilho quilómetros sentada no sofá, alucinada com a ma.le.di.ta TV… sofro de toxicodependência de imagens passageiras, perco horas vendo más ou péssimas fitas, comedias de vida/fantasia dos outros. Permito que entram adentro da minha casa, cenas de violência estúpida, guerras de outros povos, lágrimas e sangue de gente moribunda...
Embora não INVEJE ninguém, pois tenho o meu ORGULHO, a AVAREZA não faz parte do meu ser… e a LUXÚRIA é só para quem pode.
Deus, rogo-Te: afasta da minha mente anestesiada, os 7 pecados capitais.
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Definitivamente sou assim: demasiado passiva, frouxa, desmazelada… bato no meu peito: mea culpa, mea culpa! Dói-me de tanto bater.
O pior de tudo é que eu não tenho vontade de fazer AMOR; LER; DANÇAR; CONVIVER… Et cetera, et cetera!!!
Não se pode subsistir só de SONHOS.
NÃO POSSO VIVER DESTE JEITO!
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Pensava eu, que este blog “poeirento” me daria coragem/ânimo para enfrentar os dias. Acreditava no anseio de partilhar minha bondade e outras mais valias… qual bondade qual quê!!! Coitadas das amigas “bloguistas”, de certeza que as "decepcionei".
QUEM QUER UMA AMIGA FALTOSA e MANDRIONA, COMO EU???? – NINGUÉM!
Digo isto por que sinceramente, ultimamente penso muito em VOCÊS.
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No domingo passado, minha mãe concordou comigo, que de facto eu ando por demais preguiçosa,
E as irmãs, minhas manas, que pensarão de mim???
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Este texto não é um longo queixume, mas sim, um simples desabafo, às vezes preciso ralhar comigo.
Não quero compaixão.
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Não vou prometer mudar… para não faltar.
Mas VOLTAREI!
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CLICAR para ouvirem a canção: “A Culpa é da VONTADE!
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Meu amorzinho acabou de chegar todo sorridente, deu-me um delicioso beijo e ofereceu-me este lindo vaso de flores... EU NÃO MEREÇO!
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samedi, mai 26, 2007

QUE HERANÇA LHE DESTINAREMOS ?


Recebi um e mail de um colega de trabalho, que quero partilhar com vocês basta clicar (aqui), depois no download now. leiam o texto com muita atenção e sobretudo paciência.

samedi, mai 05, 2007

ALGARVE

http://geo.algarvedigital.pt/Default.aspx (mapa do Algarve)

Algarve - fica no sul de Portugal. Eu resido a 5 km de Loulé, 12 km de Quarteira, em 10 minutos (indo de automóvel) estou na praia e delicio-me com o vasto Oceano Atlântico, a areia é finíssima e as águas do mar são amenas.
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Pôr-do-sol na praia de Quarteira

Nasci no Porto, (saudades do Porto), mas adoro viver neste cantinho sul do meu país.
Vim para o Algarve em Maio de 1985 (já lá vão 22 anos) ao encontro do Ruben que esperava por mim. Estava grávida de 3 meses do meu filho Ruben – dei-lhe o mesmo nome do pai, por que meu bebé nasceu prematuro (6 meses e meio de gestação), foi assustador, pensei que ele não ia sobreviver, graças a Deus, hoje tenho um matulão saudável.

Mas hoje é do Algarve que quero falar. (Usei a Net para construir este texto e inclui links das cidades).
Visitar esta região repleta de
Lendas e Mistérios” que o tempo não apaga, é sem dúvida desvendar encantos e segredos da história de Portugal.
Os mais de cinco séculos de influência árabe marcaram para sempre os destinos da região, a começar pelo próprio nome: Al-Gharb, O Ocidente. Esta presença, que se prolongou do séc. VIII ao séc. XIII, ainda hoje se encontra bem patente nos nomes das povoações, na agricultura, na arquitectura dos monumentos, nos rendilhados dos terraços e chaminés ou no branco da cal que teima em cobrir o casario de muitas localidades algarvias.
Em meados do séc. XIII, as terras algarvias são as últimas de Portugal a serem conquistadas ao domínio muçulmano. Após longos avanços e recuos, a reconquista cristã tem a preciosa colaboração dos Cavaleiros da Ordem de Santiago, liderados por
D. Paio Peres Correia, para no reinado de D. Afonso III pôr cobro à presença árabe no Algarve e unir a região ao reino de Portugal. Para além de Silves, Tavira e Faro, actual capital algarvia, são definitivamente tomada aos mouros. Fundava-se assim o Reino de Portugal e dos Algarves.
Mais tarde, no início do séc. XV, o início da expansão marítima portuguesa dá novo vigor às terras e gentes algarvias.
Lagos e Sagres ficam para sempre ligadas ao Infante D. Henrique e aos Descobrimentos. A "Ponta de Sagres", um gigantesco dedo de pedra aponta para o oceano Atlântico, numa clara alusão à coragem dos navegadores algarvios, como Gil Eanes, que se faziam ao mar à procura de "novos mundos para dar ao mundo".
Marcas desta história tão longínqua, mas ainda tão presente na alma algarvia, encontram-se espalhadas por Aljezur, Lagos, Silves, Olháo, Tavira, Castro Marim e Alcoutim, é descobrir em cada museu, igreja, fortes e castelos a grandeza da história portuguesa, as suas gentes e tradições.

E para concluir fica aqui algumas receitas da apetitosa e sadia
gastronomia algarvia!
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UM GRANDE ABRAÇO PARA TODOS e Bom fim-de-semana! BEIJOS...

samedi, avril 21, 2007

BREVES DO MEU CAÇULA....

Ruben visitando a Holanda...
(também já vagueou por Veneza 'Itália')
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O Ruben, meu filhote caçula, anda sempre com um livro na mão como se fosse um terceiro pulmão… lê e relê histórias “levadas da breca”… sobre assuntos “importantes” como a Arte, História Mundial, alguns Romances Misteriosos outros de Contos e Lendas… incluindo poesia.
Ele é bastante diversificado… o que me deixa um tanto vaidosa.

Além do fascínio pelos livros, de pintar “obras-primas”, e tocar guitarra na sua "banda de garagem", é um excelente “fotógrafo”.
O Ruben adora a natureza, sombras, monumentos centenários, pessoas e movimentos passageiros.
Clic! mais uma foto para seu “arquivo de fragmentos de tempos”.

Meu filho é um Artista! Não tenho dúvidas.

Entre muitas fotografias escolhi estas:

um bicho passeando sobre uma flor...

abelha sugando o pólen

aranhiços invadindo os cactos...


linhas do "eléctrico" de Lisboa e nuvens aprontando...

sombras

pombos enamorados...

tons que mais gosto nas folhas...

Artista e bom filho!
Sempre pronto para ajudar. Amigo do seu amigo,
alegre, verdadeiro, às vezes fica sisudo... na maior parte do tempo sorridente.
Apaixonado pela linda princesa Milene... (o Amor perfeito).
Honesto, gentil, trabalhador que gosta preguiçar
Concluindo um filho que todas as mães gostariam de ter.
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Pai e filho têm o mesmo nome...
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é bonito até com barba

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Tenho mais quatro filhotes para apresentar.

samedi, avril 14, 2007

MEUS OLHOS, UM DIA...

meus olhos, um dia voltarão a ter 16 anos...

Às vezes… que digo eu, quase sempre, levo a vida sonhando.
Desde que me conheço, perdia-me ou achava-me nos meus pensamentos.
Lembro que volta e meia, minha mãe me chamava: Luzinha, oh Luzinha! Deixa o mundo da lua e toma conta da realidade.
“As mães temem pela perdição dos filhos”. E ela sabia perfeitamente que eu era uma indisciplinada sonhadora.

Poderia eu fugir atrás de um sonho… e nunca mais voltar?
Claro que sim!
Pluf! Desapareceria para jamais volver…

Há bem pouco tempo, estávamos já deitados, disse para o Ruben: Estou vivendo uma vida, que não é minha! (num sentido figurativo)
Às vezes, eu lacero o Ruben sem ter intenção de o magoar.
O diálogo restitui todos os mal-entendidos nos lugares certos, outros se escondem no fundo das minhas gavetas cerebrais… são só meus.
Adormecemos de seguida com nossos corpos entrelaçados… em paz serena. Sem dever nada ao outro. Sempre falamos dos sentimentos sem acanhamentos.
... Existem memórias que nunca partilharei, só Deus sabe! ...

"Estou vivendo uma vida, que não é minha!"
Porque tenho a certeza absoluta, que fugi ou me roubaram "o meu destino".
Fiz tudo que eu não quis fazer.
Vivi tudo que eu não quis viver.
Encruzilhadas da vida inoportuna.
Por isso sonho com a vida que perdi. (digo cada bobice!!!)

Falo de um possível amor perdido no tempo da meninice, dos meus tenros 16 anos.

Fugi ou escapuli-me de um chinês “Chingpópo”… de um amigo apaixonado negro como o ébano e lindo como Apolo, de um Michel romântico mãozinhas de veludo… de um Dominic...
Ai, ai!... (suspiro) o Dominic, é de quem mais me lembro.
Eu, que até, não era nada namoradeira, mas ainda hoje, confesso, me apaixono facilmente… tudo muito fugaz.

Tinha 16 aninhos, estava eu sentada num banco de madeira pintado de verde-escuro, lendo um livro de Jean-Paul Sartre, num dos recantos do espaço amplo que circunda a “basilique du Sacré-Coeur de Montmartre”. Do café da "Place du Tertre", ouvia-se na rádio, Jacques Brel cantando “Ne me quitte pas”… as imensas nuvens brancas preenchiam impudentes de formas bizarras, o pouco azul do céu. Era Setembro de 1975.

Ele passeava por ali, alto e selecto, cabelo louro semi-longo, lábios grossos e sensuais, soberbamente desenhados numa cara toda ela de forma suave, qual escultura feita com a carícia da mão de um mestre que lentamente esculpiu ao sabor do sentimento puro. Parecia descomprometido de quem enfrenta todos os preconceitos de qualquer sociedade apenas com um olhar, uma palavra sincera. Um Adónis perfeito. Parou junto do muro, e fingiu contemplar a vasta paisagem parisiense… sorrateiramente “posava” seus lindos olhos azuis nos meus verde-escuros mais claros quando o sol os ilumina.
Sorrimos levemente, como quem não quer nada e espera um pouco de tudo.
Eu dissimulava também… prosseguindo a leitura fingida, com o olhar vago, na expectativa de uma aproximação, de um piropo genuíno…

Ele continuou seus passos… oh, ele foi-se embora!
Desiludida, olhei para trás do meu ombro direito, e vi seus olhos examinando os meus.
Depressa e encabulada repus minha cabeça sobre o livro, já as páginas eram totalmente brancas, meu Deus, onde foram as frases, as palavras, os pontos, as vírgulas? O tempo? Os segundos?

Bonjour! Vous lisez un livre…
Euuuu, moi, euuuu, oui, et biennnn non, enfin oui !!!!????

Estava mesmo atrapalhada, envergonhada… meu “coeur” batia, bombear frenético... alvoroçado… ouvia-se incrivelmente: BUM-BUM... BUM-BUM!
O som do meu coração percorria todo meu corpo, sentindo-o correr até às pontas dos dedos dos meus pés. Tenho a certeza que o mundo ao meu redor estremeceu!

Perguntou-me se podia sentar-se perto de mim… concedi com um “oui” muito gentil, batendo ao mesmo tempo, levemente minhas longas pestanas pintadas de rímel, como se fossem asinhas de borboletas. (É o único disfarce que ainda hoje aplico).
Conversamos demoradamente… não vimos o tempo passar, nem nos apercebemos como a tarde de Setembro era fria, o céu cinzento, as árvores com folhas pigmentadas de ocre, quase despidas, e alguns “pigeons” perplexos olhando para nós. Não reparei em mais ninguém. O aroma que pairava no ar era de café misturado com a fragrância do meu perfume singelo.

Depois disso, vivemos tardes maravilhosas no Bois de Vincennes onde andamos de barquinha, no Champs de Mars… participamos em várias manifestações políticas… trocamos livros de Marguerite Duras, Ernest Hemingway… outros mais.
Voltando constantemente ao lugar do nosso primeiro encontro.
Acompanhava-me até a porta de casa, as despedidas doíam por demais…
– Fica mais um pouco, quero mais um beijo!
– Dou-te só um… vou perder meu comboio, Luz, “ soi raisonnable”.
– Qual “raisonnable”, qual quê… fica mais um pouco. Encore un bisou.
Luz, je perd la tête, je t'aime... je t'aime.
Muitas vezes perdeu o comboio, como é possível perder uma coisa tão grande!!!

o lago do Bois de Vincennes ("roubei" esta foto)

Ai!..., os beijos do Dominic, o roçar e tesão do Dominic, a pele do Dominic, as carícias do Dominic… percorri céus e mundos para onde ele me levava, eu ia voluntariamente voando. A cada passo, beijinho para aqui, beijinho acolá. Um olhar mais longo outro beijo de cortar a respiração... AI! a boca doce do Dominic... e os transeuntes olhavam com desdém ou admirados do nosso amor tolinho/descarado.

Numa tarde, no sofá da minha tia... (sozinhos em casa), fui mais maliciosa, apesar da minha virgindade e de nada saber (bom, enfim sabem como é, aquele "frisson/ sensação / onda/ comichão" subindo pela barriguita)... mas, o gajo, o tolo/estúpido/ingénuo e perdidamente amoroso, respeitou meu “triste estado”, que tanto quis perder naquele momento... ou talvez não, minhas ideias estavam tão confusas.
Nunca fiz sexo com ele (que pena, que desperdício), talvez por isso volta e meia, sonho com meu adorável amorzinho francês. NÃO ME ENVERGONHO DOS MEUS SONHOS! AMOR DOS MEUS OLHOS DE 16 ANOS... o tempo é tão matreiro!

O resto, não conto, pois seria demasiado aborrecido…
Roubaram-me o meu destino.

P.S. mas, que fique bem claro… o RUBEN é definitivamente o HOMEM da minha vida. MEU GRANDE AMOR. Já vivemos vidas passadas e viveremos vidas futuras… apesar de ele não acreditar nisso. Infernizárei-lo e vou amá-lo para TODO O SEMPRE… a menos que o Dominic um dia, quem sabe, encontrarei de novo… oh, lala!

Como
Edith Piaf, hoje canto:

Non! Rien de rien _______________ Não! Nada de nada
Non! Je ne regrette rien __________ Não! Eu não lamento nada
Ni le bien qu'on m'a fait __________ Nem o bem que me fizeram
Ni le mal tout ça m'est bien égal! __ Nem o mal é-me tudo indiferente!

Non! Rien de rien _______________ Não! Nada de nada
Non! Je ne regrette rien __________ Não! Eu não lamento nada
C'est payé, balayé, oublié ________ Está pago, varrido, esquecido
Je me fous du passé! ____________ Zombo do passado!

... ...

samedi, mars 31, 2007

HOJE, ESTÁ A CHOVER, que BOM!

Ai!... Elis, você convidou-me para falar de assuntos que me irritam com facilidade?
Pois bem, em princípio é raro conseguirem tirar-me do sério, sou mais pela paz e virar as costas à ignorância… mas às vezes irrita-me:
• Que gozem por “maldade” com a minha cara; (por favor, não me façam mostrar meu lado malcriado).
• Que faltem com o respeito aos idosos; (já interferi em várias cenas).
• O machismo dos homenzinhos! (me dá vontade de bater neles).
• A arrogância das pessoas que se acham gloriosas e fazem questão de oprimir os outros. (como por exemplo os políticos).
• As cunhas conhecidas e as cunhas dos amigos.
• As listas de espera para fazer uma simples cirurgia nos hospitais.
• Os mentirosos. A injustiça.
• O telemarketing via telefone. (que merda de chatos!)
• Os absurdos impostos exigidos ao povo demasiado pobre.
• Gramar com a música irritante das chamadas em espera. (Santa paciência).
• O PREÇO: da Gasolina, da lagosta, dos SPAs, do caviar, das casas, dos carros, das viagens à lua. (Quero ir lá, mas não há cu que aguente o custo da viajem).
• As vozes estridentes das pessoas que não se calam… (prefiro o caquerejar das galinhas).
As pessoas que espalham o seu lixo, no final do acampamento ou num piquenique. (PORCOS de um raio!)
• Ir a um WC e não haver papel higiénico! (valha-me a prevenção)
• Bairros que não têm árvores ou espaços verdes para as crianças brincarem. (ISSO É INCOMPREENSÍVEL).

Ver pássaros presos nas gaiolas, irrita-me bastante!

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• Não aguento ver o desperdiço da comida.
• Quem toma banho em perfume. (fico grogue com o cheiro)
• Ter tempo para conseguir fazer tostas mistas, comê-las… e ler algumas páginas do meu livro durante um intervalo de um filme na TV.
• A INCOMPETÊNCIA, MAU HUMOR e INTOLERÂNCIA de quem está atrás de um balcão. (São tantos os frustrados(as) que descarregam em cima de quem não tem culpa)

• MAS O QUE ME IRRITOU MESMO ULTIMAMENTE, FOI:
O António de Oliveira Salazar vencer o Concurso dos Grandes Portugueses.
MEU DEUS, SERÁ QUE OS PORTUGUESES PERDERAM A MEMÓRIA???

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Quem quiser pegar na ideia de falar do que vos IRRITA:
Falem à-vontade.